Programem-se para o V Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta. Será nos dias 18, 19 e 20 de abril de 2014, em Recife!
Informações: http://ebdrc.wordpress.com/v-encontro-brasileiro-de-druidismo-e-reconstrucionismo-celta/
Mostrando postagens com marcador EBDRC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador EBDRC. Mostrar todas as postagens
6 de dezembro de 2013
25 de novembro de 2012
Meditação de ida ao Fundo
Relacionada a roda de conversa que participei durante o III EBDRC, intitulada "Os sídhe e os encantados: traçando semelhanças e diferenças entre Druidismo e Encantaria amazônica".
(foto de Mauricio de Paiva)
Esteja em um lugar calmo, onde
não será perturbado por outras pessoas e barulhos. Se preferir, coloque uma
música calma de fundo, som de águas, rio ou mar são ideais. Ou então, prefira
somente o som da sua respiração. Se quiser acenda um incenso, mas não o coloque
muito perto de você, para não irritar a garganta ou nariz. Coloque diante de
você ou no seu altar/centro devocional (caso faça essa meditação próximo a ele)
um recipiente com água limpa, e se preferir derrame umas gotas de essência
perfumada na água (sugiro essência de breu branco, rosas brancas, jasmin ou
outra suave). Feche seus olhos, respire profundamente, inspirando pelo nariz e
expirando pela boca. À medida que respira, visualize o mar e sincronize sua
respiração com o ir e vir das ondas. Quando sentir-se bastante relaxado e a
respiração profunda for “automática”, veja-se diante de um igarapé, rio ou
grande lago. Sinta a areia sob seus pés, sinta a brisa tocar sua pele, veja as
águas limpas e profundas do igarapé a sua frente. Atrás de você e mais ao longe
está uma densa floresta. Perceba se está de dia ou de noite. Você escuta
pássaros cantando, e avista outros voando no céu acima de sua cabeça. Como são
esses pássaros? Preste atenção nas águas a sua frente... A cor... A correnteza...
O som do rio ou igarapé... De repente, você escuta um longo e fino assobio,
vindo das águas... E então, você ouve uma doce música, uma doce voz que parece
vir do fundo das águas e ao mesmo tempo parece estar próximo ao seu ouvido...
Escute essa música por um tempo... Você sente que deve entrar no rio, ele lhe
chama e você não tem nada a temer. Caminhe em direção ao rio. Sinta a água fria
tocar seus pés, canelas, joelhos, coxas, barriga, peito e ombros. Respire fundo
e mergulhe! Nade um pouco, sinta as águas acariciarem seu corpo, você é como um
peixe, uma sereia, um golfinho... Você consegue até mesmo respirar debaixo d’água!
Mergulhe mais e você percebe que o rio é mais fundo do que pensava... De
repente, você enxerga vindo em sua direção um animal. O que é? Um boto? Peixe?
Cobra? Ele não parece ameaçador, e não te assusta nem um pouco. Ele te olha nos
olhos e você entende que ele quer que você suba nele, para que ele te leve mais
ao Fundo. E você sobe gentilmente nele. Ele mergulha com você mais e mais fundo
nas águas, à medida que vai tudo ficando escuro até você não enxergar mais
nada, apenas sente a água e o animal que te guia... De repente, você vê uma
claridade a sua frente, ainda longe. Uma luz que vai aos poucos aumentando
conforme vocês se aproximam dela. Aproximando, aproximando... Nadando, nadando
em frente... E então, você percebe que estão chegando perto de uma cidade. Uma
grande cidade que reluz toda a ouro, como se o próprio sol estivesse ali no
centro. O animal que lhe guiava se aproxima do fundo e então você desce e toca
o chão, e sente que pode caminhar normalmente. Você caminha em direção ao
portão de entrada da cidade, onde você vê que alguém lhe espera. Como é esse
alguém? Ele(a) lhe sorri e pede para que o acompanhe. Você entra na cidade e vê
pessoas, seres, animais caminharem nas ruas. Alguns te observam, outros te
sorriem, outros te ignoram simplesmente. Como são os moradores dessa cidade?
Perceba como é essa cidade... Você vai caminhando, acompanhando o seu guia, até
que chegam à entrada de um palácio, no meio da cidade. Observe como é o
palácio... As portas se abrem lentamente, e no grande salão do palácio uma
grande e alegre festa está acontecendo. Não coma e nem guarde para si nada que
há ali. Caso lhe ofereçam alguma comida ou bebida, agradeça a gentileza e
recuse honrosamente. Aproxime-se do salão, observe as pessoas e seres que estão
ali, dance se sentir vontade, brinque, sorria...! Todos ali são gentis e
amigáveis. Uma pessoa se aproxima e diz que o rei e a rainha desejam lhe falar.
Você segue adiante no salão e avista os tronos onde estão sentados o rei e a
rainha. Observe como eles são e como estão vestidos. Aproxime-se e
apresente-se. Ouça o que eles têm a dizer... Eles lhe entregam um presente, que
você recebe e agradece. O que é esse presente? Em retribuição você tira do
bolso ou bolsa que carrega um presente também, uma oferenda ao rei e rainha do
Fundo. O que é que você entrega? ... Eles agradecem e abraçam você. Você também
agradece e se despede, pois sente que já é momento de voltar. O animal que lhe
guiou até o Fundo surge ao seu lado e lhe convida novamente para subir nele. Você
olha a sua volta, agradece e se despede de todos, por enquanto. O animal lhe
conduz para cima do palácio, em cujo teto há uma saída que dá acesso à
correnteza das águas. Vocês seguem juntos pela correnteza, no ritmo das águas,
fluindo no rio... Você olha para trás e vê a cidade se afastando. A escuridão
novamente toma as águas, mas você se sente seguro, pois está na companhia de
seu animal-irmão. A escuridão passa e você percebe que está se aproximando da
superfície. Você consegue avistar acima de você o céu, a lua ou o sol... Então,
finalmente você emerge das águas. Primeiro, sua cabeça, depois ombros, peito,
barriga, pernas... Caminha até a margem, no exato lugar onde iniciou sua
jornada. Seu corpo está molhado, mas você não sente frio. Seus pés tocam a
areia... Você se vira e olha para seu amigo, o animal que lhe guiou durante
toda a viagem. Você agradece, ele se despede e você sente que sempre que quiser
ir ao Fundo basta chama-lo que ele virá para te guiar. Ele mergulha de volta
nas águas profundas. Você se senta na areia, respirando fundo, e voltando
lentamente ao aqui e agora do mundo cotidiano. Abra seus olhos.
Ao finalizar a meditação, celebre ouvindo essa lindíssima música =)
24 de novembro de 2012
Relato sobre o III EBDRC
Tentarei colocar em algumas palavras como foi o III Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta (EBDRC), mas tenho certeza que não conseguirei fazer isso perfeitamente, pois há certas coisas, sentimentos, sensações e impressões que só quem mesmo participou poderá saber...
Durante três dias (15, 16 e 17) no mês de novembro de 2012 foi realizado o referido encontro na cidade de Nova Hamburgo/RS, no sítio São Luís, um lugar maravilhoso, rodeado pela natureza, excelente organização e bons amigos.
Uma das montanhas ao redor do sítio e o lago de águas naturais.
O encontro foi de fato um grande reencontro para aqueles que já se conheciam e um primeiro contato (o "olho no olho" de fato, pois que a grande maioria já se conhecia no meio virtual) para os que ainda não se conheciam pessoalmente. No primeiro dia estávamos todos impregnados com a sensação de que já nos conhecíamos realmente, apesar de nunca ter nos encontrado cara a cara antes, ou a sensação de que "ontem mesmo" nos encontramos, sendo que na verdade não nos víamos há meses (no caso, foi a incrível sensação que tive com os queridos amigos do Caer Tabebuya, Andréa, Marcos e Simão). Tal sentimento de amizade e união permaneceu em todo o encontro e para além dele... Pois ainda estamos embebidos nele.
Durante a vivência com Danças Circulares Sagradas, conduzida por mim (foto de José Paulo)
As palestras foram sem dúvida interessantíssimas e de grande relevância para os estudos e práticas do Druidismo e RC no Brasil, e ficávamos sempre com "gosto de quero conhecer mais" ao final de cada atividade. As vivências com danças despertaram boas risadas, alegria e inspiração em todos que participaram ou mesmo em quem ficava apenas olhando ou registrando.
As noites eram regadas a boa bebida, boa música (com exceção da gaita de fole "tocada" por Marcos Reis rsrsrs, que não foi bem música, mas arrancou muitos risos de todos! rs), som de tambores, boa companhia e uma calorosa lareira.
A lareira, no segundo dia do Encontro (foto de Patrícia Paiva).
As manhãs eram abençoadas com um ótimo clima, sol e um lago de águas geladas e naturais disponível para quem quisesse se banhar. No segundo dia do encontro, o responsável do sítio conduziu a turma para uma trilha ecológica pela mata ao redor do sítio até chegarmos numa linda e pequena cachoeira. O lugar é realmente lindo, cercado pelo verde, vida e a água fresca e pura da cachoeira.
JP na cachoeira.
No Encontro não havia somente druidas, druidistas e RC's, tivemos também a participação de uma reconstrucionista egípcia, um asatru e dois afro-religiosos, que estavam ali como convidados ou interessados em apenas trocar ideias e conhecer a "celtaiada" (termo carinhosamente usado pela querida Samanta Tanakht). E isso só nos confirma que entre pessoas de caminhos espirituais diferentes pode haver perfeitamente amizade e respeito.
A última atividade do Encontro foi uma mesa-redonda, ou melhor, uma roda de conversa (pois não tinha mesa nenhuma rs) sobre o Conselho Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta, criado recentemente com a assinatura do Estatuto do Conselho numa reunião entre membros em São Paulo. Sem dúvida, um passo importante foi dado para o Druidismo no Brasil e uma longa estrada começa a se traçar diante de nós. A estrada provavelmente será árdua, mas a união, amizade e honra que existem entre nós com certeza tornará esse caminho mais leve e proveitoso. O Encontro foi encerrado com uma fogueira sagrada, diante da qual preces e juramentos foram feitos. Ritos de cura também foram realizados diante do fogo. E por fim fizemos a despedida, abraçamos e agrademos a cada um que estava ali, enquanto lágrimas e risos se misturavam.
Sob o Céu estrelado e com os pés sobre a Terra sagrada, agradecemos, pedimos, choramos, honramos e rimos... Estávamos entre irmãos. Laços mais fortes que o sangue nos unia e continua a nos unir, para além do tempo e do espaço físico. Naquele momento pudemos compreender e sentir o que quer dizer Anam Cara (Amigo de Alma)... Não tenho mais a dizer, apenas que fico muito feliz em fazer parte dessa família druídica e "céltica" brasileira! E que sinto por cada um de vocês que estavam no Encontro (presencialmente ou em pensamento) um grande carinho e amizade!
O próximo Encontro será no mesmo período do ano que vem, em São Paulo, então, nos vemos por lá!
A fogueira sagrada no último dia do encontro (foto de Patricia Paiva).
Sob o Céu estrelado e com os pés sobre a Terra sagrada, agradecemos, pedimos, choramos, honramos e rimos... Estávamos entre irmãos. Laços mais fortes que o sangue nos unia e continua a nos unir, para além do tempo e do espaço físico. Naquele momento pudemos compreender e sentir o que quer dizer Anam Cara (Amigo de Alma)... Não tenho mais a dizer, apenas que fico muito feliz em fazer parte dessa família druídica e "céltica" brasileira! E que sinto por cada um de vocês que estavam no Encontro (presencialmente ou em pensamento) um grande carinho e amizade!
O próximo Encontro será no mesmo período do ano que vem, em São Paulo, então, nos vemos por lá!
Slán go foill! (Adeus por enquanto!)
(Parte da) Família Druídica e "Céltica" brasileira, no III EBDRC (foto de Náthaly Adamo).
Resumo sobre o que ocorreu no III EBDRC
Fogueira sagrada no dia 17 de novembro de 2012 (foto de Patrícia Paiva)
Por Wallace Kunvelin
"Um ano se passou desde a segunda edição do Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta; um ano de muita expectativa para muitos, pois a terceira edição do evento (de caráter itinerante) seria realizada no estado do Rio Grande do Sul, um retorno à sua região natal (a primeira foi realizada em Florianópolis, Santa Catarina, organizada pelo grupo Caer Ynis), e organizada por Bellovesos Isarnos. Desde que isso foi decidido, a organização do evento foi nos presenteando com informações sobre o que estava sendo preparado, o lugar escolhido, e as palestras também foram sendo divulgadas. A expectativa era algo muito natural, pois tudo indicava que seria um evento único na história da espiritualidade céltica no Brasil. E ele o foi, de fato. (...)"
Continue lendo clicando AQUI.
Assinar:
Postagens (Atom)





