29 de novembro de 2012

30 Dias Druídicos - Iniciando a Jornada

Hoje inicio a jornada dos 30 dias druídicos (e que os Deuses me ajudem rs)! Começou  aqui no Brasil com o querido druida Endovelicon, após o II EBDRC. Incentivada pelos amigos druidas e druidistas que já escreveram seus 30 dias, pela participação em duas edições do EBDRC (que foram simplesmente maravilhosos, inspiradores e de arrancar lágrimas e muitos risos!) e por estar iniciando meus estudos sobre o Ogham, junto-me então nessa corrente e me proponho a escrever a cada dia (assim espero) sobre temas pré-estabelecidos, que são:

1- Porque Druidismo?
2- Cosmologia
3- Terra e Natureza
4- Três Reinos
5- Elementos
6- Espaços Sagrados
7- Prática Diária
8- Divindades e Crença
9- Ancestrais
10- Espíritos da Natureza
11- Ritual
12- Roda do Ano
13- Inspiração
14- Meditação
15- Histórias
16- Poesia
17- Ética
18- Ciência e Filosofia
19- Magia
20- Oração
21- Vida Consciente
22- Família/Amigos
23- Comunidade
24- Trabalho
25- Pisando Leve
26- Distrações
27- Um Dia Druídico
28- Caminho
29- Futuro
30- Conselhos

Confesso que já senti um pouco de dificuldade e insegurança só em escrever esse primeiro post! Mas creio que é um grande desafio e só terei a ganhar no final dessa jornada (pelo menos é o que todos que escreveram os 30 dias relatam ^^). Comprometo-me também a não escrever textos longos, seguindo o exemplo dos textos maravilhosos do Endovelicon, de Laise e outros. E além disso, procurarei escrever sobre os temas entrelaçando com algumas experiências que vivi no Druidismo, assim o texto não fica chato e a leitura fica mais interessante (eu espero rs).
Finalizo, então, esse post com uma música(vídeo) que adoro e que me acompanhou e inspirou enquanto eu escrevia esse texto...



Que Brighid me inspire! /|\
: )

Para ler os 30 Dias Druídicos que outras pessoas escreveram siga os links aqui.

26 de novembro de 2012

Uma canção para a Mãe Terra

Uma tradução e adaptação da música "Earth Mother", de Lisa Thiel e Ani Williams.

"Mãe Terra,
Estamos em seu corpo.
Mãe Terra,
Cantamos sua canção.

Mãe Terra,
Curamos seu corpo,
Mãe Terra,
Somos seu coração.

Oweoweoweouhá."


Para ser cantada no ritmo da música original, como pode ser ouvida abaixo.


25 de novembro de 2012

Meditação de ida ao Fundo

Relacionada a roda de conversa que participei durante o III EBDRC, intitulada "Os sídhe e os encantados: traçando semelhanças e diferenças entre Druidismo e Encantaria amazônica". 


(foto de Mauricio de Paiva)

Esteja em um lugar calmo, onde não será perturbado por outras pessoas e barulhos. Se preferir, coloque uma música calma de fundo, som de águas, rio ou mar são ideais. Ou então, prefira somente o som da sua respiração. Se quiser acenda um incenso, mas não o coloque muito perto de você, para não irritar a garganta ou nariz. Coloque diante de você ou no seu altar/centro devocional (caso faça essa meditação próximo a ele) um recipiente com água limpa, e se preferir derrame umas gotas de essência perfumada na água (sugiro essência de breu branco, rosas brancas, jasmin ou outra suave). Feche seus olhos, respire profundamente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca. À medida que respira, visualize o mar e sincronize sua respiração com o ir e vir das ondas. Quando sentir-se bastante relaxado e a respiração profunda for “automática”, veja-se diante de um igarapé, rio ou grande lago. Sinta a areia sob seus pés, sinta a brisa tocar sua pele, veja as águas limpas e profundas do igarapé a sua frente. Atrás de você e mais ao longe está uma densa floresta. Perceba se está de dia ou de noite. Você escuta pássaros cantando, e avista outros voando no céu acima de sua cabeça. Como são esses pássaros? Preste atenção nas águas a sua frente... A cor... A correnteza... O som do rio ou igarapé... De repente, você escuta um longo e fino assobio, vindo das águas... E então, você ouve uma doce música, uma doce voz que parece vir do fundo das águas e ao mesmo tempo parece estar próximo ao seu ouvido... Escute essa música por um tempo... Você sente que deve entrar no rio, ele lhe chama e você não tem nada a temer. Caminhe em direção ao rio. Sinta a água fria tocar seus pés, canelas, joelhos, coxas, barriga, peito e ombros. Respire fundo e mergulhe! Nade um pouco, sinta as águas acariciarem seu corpo, você é como um peixe, uma sereia, um golfinho... Você consegue até mesmo respirar debaixo d’água! Mergulhe mais e você percebe que o rio é mais fundo do que pensava... De repente, você enxerga vindo em sua direção um animal. O que é? Um boto? Peixe? Cobra? Ele não parece ameaçador, e não te assusta nem um pouco. Ele te olha nos olhos e você entende que ele quer que você suba nele, para que ele te leve mais ao Fundo. E você sobe gentilmente nele. Ele mergulha com você mais e mais fundo nas águas, à medida que vai tudo ficando escuro até você não enxergar mais nada, apenas sente a água e o animal que te guia... De repente, você vê uma claridade a sua frente, ainda longe. Uma luz que vai aos poucos aumentando conforme vocês se aproximam dela. Aproximando, aproximando... Nadando, nadando em frente... E então, você percebe que estão chegando perto de uma cidade. Uma grande cidade que reluz toda a ouro, como se o próprio sol estivesse ali no centro. O animal que lhe guiava se aproxima do fundo e então você desce e toca o chão, e sente que pode caminhar normalmente. Você caminha em direção ao portão de entrada da cidade, onde você vê que alguém lhe espera. Como é esse alguém? Ele(a) lhe sorri e pede para que o acompanhe. Você entra na cidade e vê pessoas, seres, animais caminharem nas ruas. Alguns te observam, outros te sorriem, outros te ignoram simplesmente. Como são os moradores dessa cidade? Perceba como é essa cidade... Você vai caminhando, acompanhando o seu guia, até que chegam à entrada de um palácio, no meio da cidade. Observe como é o palácio... As portas se abrem lentamente, e no grande salão do palácio uma grande e alegre festa está acontecendo. Não coma e nem guarde para si nada que há ali. Caso lhe ofereçam alguma comida ou bebida, agradeça a gentileza e recuse honrosamente. Aproxime-se do salão, observe as pessoas e seres que estão ali, dance se sentir vontade, brinque, sorria...! Todos ali são gentis e amigáveis. Uma pessoa se aproxima e diz que o rei e a rainha desejam lhe falar. Você segue adiante no salão e avista os tronos onde estão sentados o rei e a rainha. Observe como eles são e como estão vestidos. Aproxime-se e apresente-se. Ouça o que eles têm a dizer... Eles lhe entregam um presente, que você recebe e agradece. O que é esse presente? Em retribuição você tira do bolso ou bolsa que carrega um presente também, uma oferenda ao rei e rainha do Fundo. O que é que você entrega? ... Eles agradecem e abraçam você. Você também agradece e se despede, pois sente que já é momento de voltar. O animal que lhe guiou até o Fundo surge ao seu lado e lhe convida novamente para subir nele. Você olha a sua volta, agradece e se despede de todos, por enquanto. O animal lhe conduz para cima do palácio, em cujo teto há uma saída que dá acesso à correnteza das águas. Vocês seguem juntos pela correnteza, no ritmo das águas, fluindo no rio... Você olha para trás e vê a cidade se afastando. A escuridão novamente toma as águas, mas você se sente seguro, pois está na companhia de seu animal-irmão. A escuridão passa e você percebe que está se aproximando da superfície. Você consegue avistar acima de você o céu, a lua ou o sol... Então, finalmente você emerge das águas. Primeiro, sua cabeça, depois ombros, peito, barriga, pernas... Caminha até a margem, no exato lugar onde iniciou sua jornada. Seu corpo está molhado, mas você não sente frio. Seus pés tocam a areia... Você se vira e olha para seu amigo, o animal que lhe guiou durante toda a viagem. Você agradece, ele se despede e você sente que sempre que quiser ir ao Fundo basta chama-lo que ele virá para te guiar. Ele mergulha de volta nas águas profundas. Você se senta na areia, respirando fundo, e voltando lentamente ao aqui e agora do mundo cotidiano. Abra seus olhos.


Ao finalizar a meditação, celebre ouvindo essa lindíssima música =)