23 de janeiro de 2013

Bose Yacu Pacahuara



Hoje faleceu a indígena Bose Yacu, do povo Pacahuara, na amazônia boliviana (proximidade com o estado do Acre). Para alguns é só mais uma indígena que morreu, para outros é uma fonte enorme de sabedoria que se perdeu... Era a última que ainda falava a língua materna do povo Pacahuara, que conhecia canções tradicionais e guardava um enorme conhecimento de seu povo, hoje ameaçado de extinção, pois só existem cinco pacahuaras vivendo em um vilarejo no nordeste da Bolívia, e estão sendo assimilados pelo povo Chacobo.
Não acredito que a cultura Pacahuara morreu, pois nenhuma cultura morre completamente. Uma semente de sua sabedoria foi deixada com aqueles que conviveram com ela ou conheceram-na brevemente. Mas, infelizmente, muito se perdeu com a morte de Bose... E estou triste com isso... Deveríamos todos estar tristes com isso... 
Façamos uma corrente nas redes sociais (e em nossas vidas pessoais também, com orações, pensamentos, enfim) para honrar a memória de Bose e toda a sabedoria que ela representou (e ainda representa). E para lembrar a nós mesmos e aos governos da situação semelhante e injusta que ainda vivem muitas tribos indígenas no Brasil. 

Que Bose esteja em paz e alegria na terra sagrada de seus ancestrais. E que os povos indígenas tenham o devido valor e reconhecimento em nossa sociedade...! 

16 de janeiro de 2013

Conta, ó bardo!



Conta, ó querido bardo,
As histórias antigas
De tempos de outrora
E que ainda guardas de mansinho
Em tua memória.
Conta meu amigo,
Conta calminho,
Conta mansinho,
Conta estrondoso,
Ou então silencioso,
Os versos que ouvira ao redor do fogo.
Conta...
Canta...
Me encanta.
E quem sabe ao cair no sono
Os deuses me venham em brilho gracioso
Soprando-me cantigas de um tempo formoso.
Conta...
Canta...
Me acalanta.
E me diz o segredo do sol, da lua e cada planta.
Me ensina a ouvir as estrelas, as árvores e o vento,
Pra que a magia desperte em mim nesse momento.
Conta, ó querido bardo
O que ninguém mais sabe
O sabor da chuva
E o coração da terra que bate
A mensagem no voo do pássaro
E a passagem escondida no teu passo.
Quem sabe a lembrança saia do esquecimento
E no coração humano desperte um antigo,
Porém, novo sentimento.

(Darona, em Terras Aquirianas, 06/01/2013)

30. Conselhos

E chega o fim da jornada...! Com atrasos, mas chega rs.
Se me é permitido aconselhar, então faço-me das palavras de Gandhi e as dirijo a todos, que seguem o Druidismo ou não.

Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas palavras.
Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se suas atitudes.
Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos.
Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores.
Mantenha seus valores positivos, porque seus valores... Tornam-se seu destino.
(Mahatma Gandhi)

Aos que estão iniciando nos estudos sobre celtas e druidismo, perseverem, tenham fé, coragem e humildade. Saibam que o caminho não é fácil, pois exige muito estudo e dedicação, mas também não é um caminho tortuoso, pois é por demais prazeroso estudar o que nos toca a alma e seguir o caminho que nos leva de volta para casa...
Aos que estão na estrada há certo tempo, que haja humildade, sabedoria e gentileza para guiar os que estão começando e os que precisam de auxílio.
Àqueles que seguem solitários e desejam encontrar ou formar seu clã/grupo em suas cidades, que tenham força, esperança e dedicação, pois com a ajuda dos Deuses e no momento propício seu clã nascerá.
À família druídica brasileira eu aconselho ou peço apenas que cultivem a união entre si. O Conselho Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta (CBDRC) está aí, acabou de nascer e aos poucos ganhará força. Mas para isso é preciso que nós nos mantenhamos unidos, respeitando as diferenças que há entre nós e fortalecendo mais ainda nossas semelhanças.

(Uma parte da família druídica brasileira reunida durante o III EBDRC, em Nova Hamburgo, 2012)


No mais, agradeço aqueles que acompanharam meus 30 Dias Druídicos. Foi difícil manter o ritmo, mas com a benção de Brighid e Ogma consegui terminar a jornada, espero que tenha sido a contento de todos e que tenham se inspirado um pouco com minhas palavras. Fico feliz por ter participado dessa corrente dos 30DD, pois aprendi muito refletindo sobre esses temas. Para terminar, transcrevo a tríade celta que mais gosto e que para mim de certa forma resume o Druidismo:

“Honrar os Deuses, não fazer o mal, agir com bravura”.

Sigamos esse conselho, então, e sejamos o melhor que pudermos ser!